Slow moment

Desacelerar. Esta é uma das palavras que mais estão ganhando espaço atualmente. Mesmo vivendo em um momento extremamente tecnológico, repleto de comodidades e facilidades da chamada vida moderna, desacelerar é preciso. Em todos os aspectos. Essa vontade de frear e tentar minimizar alguns aspectos nocivos do agito mundial deu início ao movimento slow, que rapidamente foi aderido pelas pessoas que buscam por uma melhor qualidade de vida.

O movimento slow pode abranger tudo o que você faz, todas as áreas da vida. A maioria das nossas atitudes corriqueiras são feitas automaticamente, sem ao menos pensarmos nas consequências que podem nos trazer. Trânsito, uso demasiado do celular, fast food, estresse no trabalho. As pessoas acabam em ciclos viciosos e nem sempre consegue se desvencilhar de tudo rapidamente. Problemas de saúde e pouca qualidade de vida são os efeitos mais comuns e que trazem diversos resultados negativos a curto e longo prazo.

O movimento slow propõe uma freada geral. A intenção é combater esses males que nos assolam silenciosamente todos os dias. Comer melhor e apreciar o alimento, usar o telefone com parcimônia, viajar para descansar, investir em roupas de qualidade e com boa procedência, relaxar. Pode parecer banal ainda falar aqui que realmente precisamos desacelerar, mas a verdade é que precisamos sim reforçar a ideia do slow.

O trabalho excessivo, a comida de baixa qualidade e a falta de sono podem ser mais evidentes. Mas ainda existem movimentos dentro da ideia do slow que precisam de atenção, já que suas consequências têm impactos gigantescos. É o caso do slow fashion, um movimento que apoia a produção de roupas de qualidade, atemporais e que não se encaixam na logística de um dos maiores problemas sociais que temos no mundo atualmente, o trabalho escravo. Além do investimento em roupas melhores, o slow fashion também aposta em tecidos ecológicos e no upcycle, processo que dá nova vida a materiais que seriam descartados na natureza.

 

A frenética busca pela novidade transformou a moda em algo frívolo e fugaz, acelerando todo o processo clássico e trabalhoso da indústria. As roupas lançadas nas semana internacionais de moda se multiplicam quase que na velocidade da luz em fábricas pelo mundo todo. As cópias, algumas vezes consideradas de baixa qualidade ganharam o nome de fast fashion, e os grandes magazines e marcas especializadas cresceram, enriqueceram e empregaram milhares de pessoas, porém em condições desumanas. Salários baixíssimos, condições impróprias de trabalho, longas jornadas. Estes são apenas alguns dos problemas do fast fashion e do trabalho escravo.

As atitudes do movimento slow estão cada vez mais enraizadas no nosso dia-a-dia. Que tal começar a desacelerar? Algumas atitudes simples podem fazer uma diferença estrondosa na sua vida. Anote aí:

  • Recicle: talvez a atitude mais simples e positiva para a natureza. É fácil: tenha dois tipos de lixo em casa, no mínimo. Um para dejetos orgânicos (restos de comida e outras coisas molhadas e/ou perecíveis) e um para o lixo reciclado. Mas atenção: jogar botes e sacos plásticos sujo neste lixo não ajuda! Você precisa lavar e deixa-los limpos, do contrário apodrecem e criam mofos, que impedem a reciclagem, além de trazer perigo para os manuseadores. Recicle suas roupas também! Faça uma boa limpeza no seu closet, separe o que não usa e doe! Ou ainda venda em um brechó, em sites de compras ou troque com alguém. O mesmo vale para embalagens e cosméticos.
  • Você é o reflexo da sua alimentação: esta afirmação é extremamente verdadeira. Não fique protelando a hora de começar sua reeducação alimentar. Procure por alimentos de qualidade, saudáveis e que tragam benefícios para sua vida. Os resultados são impressionantes.
  • Largue o celular por algumas horas: se você não consegue viver sem o celular, pode demorar a se acostumar. Mas com o passar do tempo será um ótimo benefício. Troque algumas horas no celular por um tempo com seus filhos, para ver televisão, ler um livro que você está sem tempo. Sempre que você quiser se desligar do smartphone, deixo-o longe, onde você não possa avista-lo. Se você passar o tempo todo no celular, não poderá reclamar do mesmo dos seus filhos, afinal eles apenas reproduzem suas ações. Quando tiver com os amigos, façam um trato, esqueçam os aparelhos. Deixem as fotos para o final do encontro.
  • Traga plantas para a sua vida: plante uma horta em um vaso na sacada, tenha suculentas na mesa do trabalho. Não fiquei longe do verde! Se você tem filhos em casa, acostume-se a leva-los em parques, faça acampamentos, ainda que seja no quintal de casa! O contato com a natureza é fundamental para o crescimento das crianças.
  • Planeja uma viagem tranquila: escolha um roteiro no qual você pode investigar tudinho, acolher uma cidade, passear por bairros, praias, de pé descalço. Conheça novas formas de alimentação, de moradia. Faça uma permuta com o seu modo de viver.
  • Deixe o carro em casa: caminhe até a escola ou para o trabalho. Faça o percurso de bicicleta, vá um dia da semana de transporte público. Curtir a cidade de forma que você possa interagir com a natureza ou ainda conhece-la melhor. As crianças adoram andar de ônibus e o passeio pode ser interessante, você pode apresentar a cidade ou a bairro a elas!
  • Invista em roupas de qualidade: faça uma limpeza no armário, separe tudo que você realmente usa e descarte aquilo que você não usa há mais de um ano. Doe as peças ou venda em brechós, em sites de compra e troca. Quando for comprar algo novo, lembre-se: uma roupa ou acessório de qualidade pode durar uma vida inteira, então seu custo pode valer a pena. O guarda-roupa cápsula está em alta. E para entender melhor: você escolhe suas peças de roupas preferidas e que combinem entre si. E descarta o resto.
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