Mês da mulher + Colab com Lela Brandão

Nós acreditamos na beleza e poder que você têm, acreditamos na igualdade, no empoderamento e na beleza real. Por isso buscamos desmistificar o feminismo e mostrar que é possível atingir a igualdade de gêneros de várias formas, e calar-se não é uma delas. Precisamos falar sobre feminismo e trazê-lo para a nossa realidade.

Durante o mês de março iremos celebrar o dia Internacional da Mulher trazendo várias surpresas e conteúdos para enaltecer tudo o que essa data representa. Como parceira desta comemoração, escolhemos a Lela Brandão que é ativista feminista e tem o projeto @fridafeminista, que aborda através de ilustrações temas importantes como o padrão de beleza, aceitação do próprio corpo, assédio e empoderamento do feminino. Ela elaborou quatro ilustrações exclusivas para retratar a importância da causa e ilustrar de forma artística como podemos ser mais empoderadas no dia-a-dia.

Além da Colab com a Lela, tivemos uma conversa para saber mais como ela começou o projeto, suas inspirações e motivações e como ela enxerga o feminismo e as mulheres que retrata através de suas ilustrações.

 

Ilustração exclusiva para o mês da mulher SimpleOrganic+FridaFeminista

 

 

1 – Queremos saber um pouco sobre você como foi sua infância?

Eu vivi e cresci em São Paulo, com dois pais arquitetos e um irmão mais velho, todos os três muito imersos no universo da arte. Desde pequena eles me ensinaram a associar arte com lazer, então nas horas de brincar, frequentemente a gente desenhava, fazia escultura, esse tipo de coisa, eles sempre me incentivaram muito. Eu fui uma criança e pré adolescente gorda, então essa pressão estética para emagrecer e fazer dietas e exercícios se instalou muito cedo em mim, e nessa loucura eu acabei desenvolvendo um cenário de anorexia muito cedo, com 13 anos. Felizmente eu consegui superar essa fase difícil, mas acho que por conta disso tenho uma aversão tão grande aos padrões de beleza impostos na gente. Eu senti na pele o que eles são capazes de fazer com uma pessoa.

 

2- E sua educação, de onde vem a sua base?

Acho que devo minha base em parte à minha família e em parte ao colégio que estudei, o Santa Cruz, aqui em São Paulo, que tem por essência um ensino muito humano. Eu faço faculdade de arquitetura também, e essa imersão na cidade e o convívio com os colegas e professores me ensinou demais.

 

3-  Quando você começou esse trabalho incrível, e como foi o início disso tudo?

O Frida oficialmente começou em 2015 como um projeto exclusivamente de arte de rua, onde eu espalhava lambe-lambes por São Paulo com mensagens voltadas para as mulheres. Foi tudo muito rápido, porque o projeto chamou a atenção da mídia logo de cara então eu me senti motivada e pressionada a continuar. Logo depois, eu encontrei com a minha amiga Ryane Leão, responsável pelo projeto Onde Jazz Meu Coração, e nos unimos para criar uma oficina de lambe-lambe para mulheres, que acontece até hoje. Nela, a gente conversa sobre a mulher e a cidade e a arte de rua como ferramenta de existência e resistência. Saíram projetos incríveis de arte de rua da nossa oficina e eu tenho muito orgulho do que a gente construiu.

Depois de alguns anos o projeto parou de fazer sentido pra mim por ser muito impessoal, e esse ano eu decidi retomar ele de uma outra forma, deixando ele mais com a minha cara e fazendo ilustrações mais diversificadas. Foi uma forma que eu achei que tornar o projeto divertido pra mim de novo.

 

4- Quais são suas inspirações e de onde elas surgem?

Atualmente eu estudo muito sobre o feminismo, o papel social da mulher, a mulher na cidade, enfim, são temas que ascendem uma faísca dentro de mim que eu não sei muito como explicar. Todos os dias eu leio algum livro, algum artigo, vejo algum filme, vídeo, vou à exposições relacionadas ao tema, é uma força maior que eu. Acho que tem muito a ver com propósito. E aí vira e mexe eu to estudando algum assunto e tento resumir ele em uma frase simples para que mais mulheres consigam aprender o que eu aprendi, no fundo acho que é uma forma de espalhar coisas que eu aprendi e que eu gostaria que alguém tivesse me dito há muito tempo atrás, a inspiração vem daí.

 

5- Quem são essas mulheres que retratas em suas frases e ilustrações?

As mulheres são pessoas que de alguma forma me inspiraram e me fizeram repensar algum pensamento que estava consolidado na minha cabeça. São mulheres que em sua imagem guardam a força feminina, que é tão subestimada na sociedade e ao mesmo tempo tão grande. Nem a gente sabe direito do que a gente é capaz; às vezes uso até mesmo minha própria imagem, é legal pensar nisso.

 

6- Porque o nome do IG FridaFeminista?

No início do projeto, quando ele era apenas voltado para arte de rua por meio do lambe lambe, o formato que eu usava era uma imagem da Frida Kahlo com a frase ao lado dela. A Frida é uma mulher que me deu muita força no início da minha caminhada, a história dela como mulher, como artista, como ela lidou com relacionamentos abusivos, padrões de beleza, papéis sociais, a família, e com outras artistas mulheres. Ela foi um verdadeiro mulherão da porra (não sei se pode falar isso hahaha) e muito a frente do seu tempo. O feminista eu incluí depois do nome dela porque eu gostava de ver a reação das pessoas. As frases que eu uso nos lambes são tão óbvias e tão positivas que é muito difícil alguém não concordar. Então, a pessoa lia a frase e falava “nossa, eu concordo com isso!” e depois lia “frida feminista”, e pensava “opa, se isso é feminismo, talvez eu seja feminista”. As pessoas ainda têm muita aversão à palavra feminismo, e o nome era uma forma de quebrar isso.

 

7 – Quem é a Lela hoje?

A Lela de hoje é uma pessoa extremamente feliz por ter seguido o que acreditava, por ter construído o próprio caminho que pode ter sido mais difícil, mas no fim sempre é mais gratificante. E eu, capricorniana que sou, sempre estou trabalhando e dando o máximo de mim, e é um privilégio enorme poder unir trabalho com a minha ideologia, e usar os dois para construir um mundo melhor, de pouco em pouco.

 

Escolha seu Wallpaper favorito par abaixar:

OPÇÃO 1: AMAR O SEU CORPO É UMA REVOLUÇÃO 

OPÇÃO 2: NA DIVERSIDADE HÁ BELEZA E HÁ FORÇA

OPÇÃO 3: MEU CORPO É O LAR DO MEU MUNDO

OPÇÃO 4: VOCÊ NASCEU PARA SER REAL

 

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